Infecções do sangue


O maior risco das infecções hospitalares é que as bactérias ou fungos que as causam podem atingir a corrente sanguínea, transformando-as em infecções generalizadas. Dados dos Estados Unidos mostram que este tipo de infecção está entre as 10 principais causas de morte naquele país, havendo óbito em até 25% dos pacientes infectados. Por isso, o cuidado com a prevenção é primordial. Converse com seu médico sobre os métodos de controle de infecções hospitalares ao precisar ser internado ou mesmo ter um amigo ou familiar nesta situação.

 

Conversando com seu médico

Diversas são as causas de infecções que podem atingir o sangue de forma generalizada. Uma das principais é a presença de cateteres colocados em veias, comuns em pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI), importantes para a administração de medicações e soros por via intravenosa., especialmente nos pacientes graves. Estes cateteres, acessados muitas vezes ao dia, podem colocar os pacientes hospitalizados em risco de infecção, pois as bactérias e fungos são capazes de penetrar com mais facilidade no sangue ou mesmo no local da inserção na pele, podendo provocar danos graves a vários órgãos. Nos Estados Unidos, onde cerca de cinco milhões de cateteres venosos são inseridos a cada ano, a maioria deles nas unidades de terapia intensiva, a incidência de infecções chega até a 11 em cada 1.000 cateteres colocados . Outros tipos de infecção que poderiam se disseminar para o sangue, principalmente em pacientes internados e com queda da resistência, são as infecções urinárias ou do trato respiratório, as meningites, as osteomielites, as infecções em cicatrizes cirúrgicas e os abscessos de pele ou tecido subcutâneo.

 

De um modo geral, as infecções da corrente sanguínea correspondem a aproximadamente 12% do total das infecções adquiridas no ambiente hospitalar.

 

Redobre sua atenção

O impacto da infecção da corrente sanguínea também pode ser avaliado considerando os anos de vida perdidos pelos pacientes. Segundo um estudo norte-americano, a idade média de pacientes que morreram com infecção sanguínea foi de 57 anos. Se não tivessem contraído infecção hospitalar, eles poderiam muito bem ter chegado aos 70 anos... e este problema tende ainda a se agravar, devido à difusão do home care, ou seja, das internações domiciliares onde, em teoria, os cuidados com a higiene absoluta seriam mais difíceis.

 

Estes argumentos justificam um grande esforço para a prevenção e o controle dessas infecções. Sabemos que, apesar da tecnologia para o controle de infecções ser uma grande promessa do século XXI, existem procedimentos bem mais simples que deveriam ser cada vez mais aplicados, como a insistente lavagem das mãos com produtos simples, porém cada vez mais práticos. Um estudo mostrou, por exemplo, que a freqüência da lavagem das mãos em uma unidade de terapia intensiva aumentou quando se passou a utilizar álcool gel.

 

É fundamental que os hospitais adotem práticas rígidas de controle de infecções.

 

 


Referências bibliográficas

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2. Mendes C. Bacteremias Hospitalares. Diagnóstico Microbiológico. Hospital Albert Einstein, São Paulo. In http://www.einstein.br/qualidade-e-seguranca-do-paciente/indicadores/Paginas/infeccao-da-corrente-sanguinea-associada-a-cateter-venoso-central-uti.aspx.

3. http://www.ccih.med.br/impactoinfeccoes.html.